Não poderia morrer sem abordar tão delicado tema. Como ninguém sabe quando a Velha da Foice, corcunda e final, baterá à nossa porta... Mas que é verdade, é: nenhuma mulher, nem a mais sábia das senhoras do antigo Mangue carioca, substituiria o nosso talento no célebre instante do autoflagelo sexual, empreitada também vulgarmente conhecida como punheta (perdão outra vez, mas o escriba ainda é do tempo em que os homens coravam ao utilizar a língua chula das ruas para fugir da sintaxe mais lusitana).
Mas que é verdade, isso é. Nem mesmo a última das damas do Recife Velho, aquela que ainda conserva a luz vermelha acesa na rua da Moeda, aquela cuja janela estampa, no alto, as mais líricas plantinhas –nove-horas! - em latas de óleo Salada, como as nossas mães mais antigas... Nem o nosso amor maior, nem Beatriz, Marília, as romanas de Moravia ou outras musas vadias menos decassílabas. Nem mesmo as meninas da Tia Olga, responsáveis pela iniciação sentimental de 90% dos mancebos da província do Piratininga. Duvido até mesmo de Aldenora, do Secos & Molhados, que, a preço de caridade, nos recebia em fila, manada de queijudos, um time inteiro, com reserva e tudo, da rua Santa Luzia, Juazeiro.
Sem dúvida, esta hora é sagrada. Missa que ninguém reza por nós. Nem mesmo o mais gentil e ágil dos homossexuais ou o amigo e solidário travesti que faz ponto no mangue do Capibaribe, ali na frente da casa de Joaquim Nabuco. Questão de ritmo. Melopéia de deixar Pound na poeira. Elas tentam, nós gostamos. Algumas beiram, ao longo de décadas, o acerto. E nada. Questão de ritmo. Ou de princípio. Velocidade, eu diria. Questão moral, por certo: uma vez em mão alheia, torna-se sexo. Elas tentam, umas quase. Mas cansam. Cansam não, erram o calibre, o prumo, o jeito, a veia. Não é que errem. É que nenhuma pode ou sabe. Talvez nem gostem, embora cheire a desafio.
Elas sabem o lado delas. Assim ensinou Cabrera Infante, no melhor dos capítulos sobre o assunto. Elas são o cinema, o muro, a marca de quem goza mais longe em gincanas febris na areia, a risca da cal, o pênalti, a saudação, o nosso boa noite debaixo dos lençóis para fumar um cigarro imaginário, o nosso bom dia sobre todas, uma das nossas mais nobres orações para acordar longe de Deus.
Outro dia entrei naquele tal de Portal. Achei muito legal, coloridinho! Tinha uns desenhos legais, um jornalzinho, e até uns textinhos de uns autores desconhecidos. E olha que tem muita gente boa perdida por aí, com preciosidades guardadas nas gavetas, não tivessem eles traficando a informação... Descobri umas oficinas, uns links, coisa da boa.
Dizia lá que os caras trabalham num tal de Galpão. E ó que esse Galpão tem é coisa pra chuchu. Tem gente, tem riso e tem comida (quanta comida!). E tem informação pra todos os lados! Tem uns que fazem a base, depois mandam pra uns que refinam (ops! revisam). Daí passa pra uma moça que comanda a transformação em produto. Depois de prensado (impresso...), empacotado, passa pra uma outra moça e que então chega a hora do tráfico... — Informação pro Norte, informação pro Sul! Tá faltando lá, ta sobrando ali! Reunião, reunião!
Há umas outras moças (sim este mundo é das mulheres!), muito simpáticas, que comandam o tráfico de longe. Do Galpão elas coordenam a moçada que traficam informação junto com os usuários (alunos) .
Tem o Capataz (hehehe) que fica na cobrança: — Cadê a produção? Olha o prazo, olha o prazo! Tá tudo atrazado! Tem pouco, você tem que trabalhar mais! Não pode sair cedo! Mas esse aí... também não pára nem pra um café...
Na república do Presidente Fernandinho (HC nada, o Beira-Mar), adaptar o vocabulário é preciso... Fura Bolo5:15 PM
É ontem não postei. Passei o dia todo montando a nova cara do blog que não sobrou cérebro pra escrever... Bem, espero que tenha valido a pena... Fura Bolo3:34 PM
Segunda-feira, Setembro 16, 2002
The book is on the table
Outro dia realizei um grande sonho meu: eu disse "The book is on the table" para um americano! E olha com direito a musiquinha e tudo "The book is on the table table table, the girl is on the table table table, and everybody is on the table table table!(..)" O cara era professor de inglês do Oxford... Bem ele riu bastante, acho que gostou da música. Fura Bolo5:42 PM
Ahhhh eu quero minha área de comments!!!!!!!! Eles cancelaram as inscrições... Caras maus! :( Fura Bolo5:19 PM
Hoje estou naqueles dias... naqueles dias que você não quer fazer nada, quer voltar pra cama e dormir, quer dar um tiro em alguém e que sua chefe tenha um ataque cardíaco fulminante e queime no fogo do inferno com mil diabinhos espetando o popozão (popozinho?). Mas sabe que eu tenho medo dela gostar? Descobri que o namorado dela é Japonês e aí, sabe como é, 2 polegadas, quando ereto, e olhe lá! Só dá pra fazer uma cosquinha... coitada. Mas que culpa eu tenho? Tipo, o cara devia tentar uns truquezinhos com a mão, sei lá. Acho que até a língua ia fazer mais sucesso, mas além de tudo ele deve ser daqueles caras que gozam antes mesmo que ela perceba que a relação começou. Por outro lado... Melhor japonês com ejaculação precoce do que não ter nem uma cosquinha pra sentir o gostinho (Será)? Mas não acho que ela seja capaz de arrumar coisa muito melhor.
Gente, desculpe o tom, mas hoje estou realmente irada! Mata Piolho1:24 PM
Domingo, Setembro 15, 2002
DEDOS.
Os passatempos e as brincadeiras feitas com os dedos são muito interessantes. O nome dado aos dedos pelas crianças é de origem portuguesa: dedo mindinho, seu vizinho, maior de todos, fura-bolo, cata-piolho. As formas eruditas, usadas pelos adultos, são: mínimo, anular, médio, indicador e polegar. Tem a brincadeira feita com as criancinhas: "Dedo mindinho, seu vizinho, maior de todos, fura-bolo e cata-piolho. Depois toca-se na palma da mão da criança, perguntando: Onde está o bolinho que deixei aqui? O gato comeu, responde. Vai-se subindo pelo braço, cocegando e dizendo em cada parada: aqui descansou, aqui almoçou, aqui comeu, aqui parou e sobe-se até as axilas, fazendo cócegas: está aqui, está aqui. Outra brincadeira: toca-se em cada dedo da criança dizendo: "Este diz que quer comer; este diz não ter o que; este diz que vai furtar; este diz que não vá lá; este diz que Deus dará!" É com os dedos que se dá cafuné. Com os dedos é feita a brincadeira de cama-de-gato. Até na linguagem popular vamos encontrar os dedos na boca do povo, como na expressão: "Dei dois dedos de prosa com ele". O dedo indicador serve para mostrar a direção de uma rua, de uma casa, de uma pessoa, e também acionar o gatilho das armas de fogo. Os dedos tocam instrumentos de corda. Dizem umas pessoas engraçadas que a gente devia ter um olho na ponta do dedo indicador.
Cheguei pra agitar este blog! Esse negócio aqui tá muito parado, chega a estar cheirando a mofo! Por isso, vamos dar uma varrida, uma espanada, passar um pano molhado com creolina e jogar uma naftalina pra espantar os insetos! Vamos deixar tudo bem limpinho. Afinal, eu meto o dedo onde não sou chamado, mas isso aqui também não é nenhum bundalelê! Fura Bolo2:52 PM
Fura Bolo comunica:
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