Não sei como farei isso
Mas quero esquecer você.
Não quero mais sonhar contigo,
Nâo quero ver seu sorriso
Sempre que fechar os olhos,
E nem ouvir a sua voz
Por engano, quase dormindo.
Quero ser feliz de novo.
Não quero mais amar você.
E se a gente se encontrar
Quero ver só uma amiga
E não um amor perdido
Quer faz meu coração doer.
Agora vou cuidar de de mim,
Já sofri demais por você.
vou comprar roupas novas,
Quem sabe até uma TV,
Vou rever velhos amigos
Vou beber, me divertir
Conhecer outras pessoas,
Outras mulheres lindas
E uma até vai ter por mim
O amor que você teve
E eu não soube manter.
Um dia serás passado
A dor vai enfraquecer.
Serás só uma ferida
Transformada em cicatriz
Das grandes, que nos dão vergonha
E não deixamos ninguém ver.
E às vezes, só as vezes,
A cicatriz vai doer,
E nesses dias, sozinho,
Posso até chorar baixinho,
Que ninguém vai perceber.
E se alguém notar não importa
Pois não vai saber o porquê.
Mas eu vou saber a razão:
É saudade de você.
Te amei tanto,
e no entanto,
todo o encanto,
desfez-se em pranto.
Restou-me apenas,
a duras penas,
dores serenas,
lágrimas plenas.
queria sim
você pra mim
mas foi assim
o nosso fim. Seu Vizinho6:58 PM
Seu Vizinho - bom dia :o)
Mata Piolho - bundinha! :)
Seu Vizinho - opa! a minha ou a sua?
Mata Piolho - minha q nao é
Seu Vizinho - hahaha :o)
então o que tem de errado com a miha? :o)
Mata Piolho - tb nao disse que era a sua.
nao especifiquei dono...
Seu Vizinho - ah bom vc estava falando de uma bunda genérica
ou talvez da idéia da bunda, como no mundo das
idéias de platao
a bunda ideal
Mata Piolho - extato!!!! uma bunda platônica!
Seu Vizinho - hahaha
gostaria de saber como é uma bunda platônica
ela tem sexo ou é uma bunda assexuada?
Seu Vizinho - talvez existam bundas platonicas masculinas e
bundas platonicas femininas
Mata Piolho - bunda que eu saiba nao tem sexo...
Mata Piolho - bem, se formos considerar o platonismo para
explicar a bunda, a bunda é uma ideia, e que se
cocretiza como um símbolo no nosso mundo, a bunda
carraga o sexo do dono, mas uma bunda sem dono
não tem sexo. A bunda se agrega ao ser e este sim
é sexuado. Que sexo teria por exemplo a bunda do
chuchu? Chuchu tem sexo? Acho que não. Podemos
dizer que possui gênero, linguisticamente
falando.
Mata Piolho - O chuchu, gênero masculino, mas se for assim A
bunda, gênero feminino.
Seu Vizinho - hahahah vamos nos restringir apenas às bundas
humanas, neste caso, podemos afirmar que a bunda
tem sexo, o sexo do dono. A bunda masculina tem
traços diferentes da bunda feminina, sendo assim,
podemos dizer que a bunda masculina e a bunda
feminina são coisas diferentes.
(pqp, que viagem, hehe)
Mata Piolho - Mas mesmo assim há controvérsias. Se estivermos
falando da bunda do fulanoreder por exemplo ele tem uma
bunda feminina, mas ele é homem. Isso quer dizer
que o fulanoreder é gay?
Seu Vizinho - hahaha, talvez ele tenha uma bunda assexuada, uma
bunda que se encaixe tando em homens quanto em
mulheres.
e, nesse caso, ele é um homem com bunda assexuada
o que nao necessariamente implica nele ser gay
Mata Piolho - Não, peraí!!! Ou as bundas têm sexo ou não têm!
Sem essa de bunda genérica.
Seu Vizinho - hahaha é verdade, mas nunca prestei atenção na
bunda do fulanoreder pra dizer se ela é masculina ou
feminina haha ;o)
agora, se ele tiver uma bunda feminina, ele pode
até não ser gay, mas deve ficar esquisito haha
:o)
Mata Piolho - hehehe por isso q todos sacaneiam ele. Mata Piolho11:59 AM
Quarta-feira, Novembro 27, 2002
Vida de mulher é difícil, isso não é segredo para ninguém. A vida como um todo é difícil, mas torna-se muito complicado viver em uma sociedade tão repleta de idéias pré-concebidas e estamentos tão definidos. É vetado a uma mulher ser bonita e inteligente ao mesmo tempo. E ser muito cada um dos dois, mais ainda. Seu cérebro não pode desrespeitar a grande lei social do "corpo bonito, cérebro subdesenvolvido"... E quanto mais formas, mais curvas, mais rótulos. Além de não poder ser inteligente, não se pode também ser boa pessoa, respeitadora e digna de respeito. Uma pessoa dona de belas curvas é necessáriamente objeto de sexo, sem sentimentos, e ameaçadora de relacionamentos sólidos pela simples presença. Não importa se cresceu com conceitos éticos sólidos, moral e respeito aos relacionamentos e sentimentos alheios. Ameaçadora! Não merece um bom relacionamento, construir algo com alguém, não merece amor de ninguém, não merece nada! Deve sujeitar-se a tal sorte sem direito a reclamações.
E não pode ter uma vida alegre, nem dizer o que pensa, nem ser competente. Ou a inveja, os adjetivos e a falta de respeito serão seus eternos companheiros. Mata Piolho2:43 PM
hehehe não é que eu voltei? Sentiram saudades? Fura Bolo1:30 PM
Busca
Fabrício Soares
Pelas auroras da minha vida,
busquei nos jardins das ilusões
no palácio das sensações
a Flor de um amor eterno.
Flor rainha de todas
dos crisântemos, das rosas
das brancas margaridas
dos girassois amarelos.
Muitas se mostram, adolescentes
desabrocharam, mas como tórridas
velhas, morreram, secaram.
E quando já não buscava
floral que então julgava
inexistente, incoerente
Surgia como em florada
de um súbito lampejo
a Flor de meu desejo.
Lá estava ela, plantada no tempo. Fura Bolo1:29 PM
Meu amor, eu gosto muito de você. Quero pra sempre te fazer feliz. Quero ver o sorriso nos seus lábios, e quero que você esteja sempre de bom humor. Não quero te ver preocupada com nada - deixa que eu me preocupo em seu lugar. Quero que todo mundo te trate bem, e ai de quem te tratar mal.
Quero te levar café na cama e quero fazer massagem no seu pé depois que você tiver andado muito. Quero te dar muitos chocolates, e fazer ginástica do seu lado para a gente não engordar. Quero te levar no colo quando seu salto quebrar ou sua sandália arrebentar, e, se você estiver um pouquinho pesada, pode deixar que eu não vou falar. Quero te mimar muito, porque, afinal, você é a minha menininha linda.
Quero aparecer de susrpresa na saída da sua faculdade, e se você estiver falando com os seus amigos, eu te espero sem reclamar. Quero te levar para sair, e quando você achar que estou te levando de volta pra casa, eu quero te levar para algum motel que a gente nunca tenha ido. Quando a gente acabar, quero te dar banho e depois dormir do seu lado. Não agarradinho, porque sei que você não gosta. E se eu roncar, pode me jogar um travesseiro que eu paro.
Quero fazer muitas palhaçadas para fazer você rir, mas quando você estiver estudando eu prometo que não vou atrapalhar. Quero te dar presentes de surpresa. Quero viajar com você. Quero que você me conte como foi o seu dia, e prometo ouvir com muita atenção. Quero escrever tudo isso num cartão e te mandar. Quero pra sempre te fazer feliz, porque, meu amor, eu gosto muito de você. Seu Vizinho11:15 AM
Terça-feira, Novembro 26, 2002
Nos momentos de pouca inspiração, sempre se pode recorrer aos grandes poetas. Sou fã do Vinícius de Morais, mas hoje vou mandar um poema de Carlos Drummond de Andrade que segue a mesma temática do post anterior e que reflete meu estado de espírito atual.
AS SEM-RAZOES DO AMOR
Eu te amo porque te amo.
Nao precisas ser amante,
e nem sempre sabes se-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor e' estado de graca
e com amor nao se paga.
Amor e' dado de graca,
e' semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionarios
e a regulamentos varios.
Eu te amo porque nao amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor nao se troca,
nao se conjuga nem se ama.
Porque amor e' amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor e' primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Tava a fim de um sexo básico. É, faz tempo que não pratico, o mercado anda em baixa. Se fosse só o sexo por sexo, tava fácil, mas agora tem lance de AIDS, doenças venéreas, estupro, sequestro, bestialidades, psicoses, drogas... você nunca sabe com quem está lidando... Ou transando, melhor dizendo. É uma pena...
Eu queria aquele cara da nova propaganda de cuecas da Trifil.. eu faria um ótimo sexo ocasional com ele... Nossa! Não precisa nem se apresentar, nem falar "meu bem". Mas infelizmente ele não anda por aí, na noite, nos bares, em qualquer boate, em qualquer lugar que eu esteja também. Fazer o que? Mata Piolho12:28 PM
Quinta-feira, Novembro 21, 2002
O meu amor por você é feito de pequenos detalhes, as pequenas coisas que você fazia e que me encantavam. Cada uma dessas coisas que me faziam feliz. Eu te amo pelo jeito como você falava. Te amo por ter te visto quando você saía do banho. Te amo por ter te visto secando o cabelo. Te amo por ter te visto se olhando no espelho, te amo por ter te visto retocando a maquiagem, escolhendo qual lápis usar, e te amo por ter te visto tirando a maquiagem, de noite.
Amo você com vergonha de tirar fotos. Amo você com vergonha de ganhar de mim morangos com adoçante dietético na boca na frente da sua familia. Amo você com roupas novas, de baby-doll e sem roupa nenhuma.
Amei você nervosa, prestes a entrar na sala de cirurgia. E amei mais ainda você de volta, quase desmaiada, mole como nunca e linda como sempre.
Amo o jeito como você andava, o jeito como você me olhava, as mordidas que você me dava.
Eu já transei dentro do ônibus, na última poltrona. Já transei na escada do prédio. Já transei em cama de solteiro, em cama de casal e em cama de motel. Já transei no chão. Já transei em sofá, mas nunca transei em cima de uma mesa. Já transei dentro do carro. Já transei na sala com os pais dela dormindo no quarto. Já transei no quarto dela com a porta destrancada. E a mãe dela entrou. E viu. E eu fiquei a noite inteira sem dormir, com medo do pai dela aparecer com uma espingarda. E ninguém apareceu e no dia seguinte a mãe dela me tratou como se nada tivesse acontecido. E o pai dela nunca soube.
Já brochei. Já fizeram sexo oral em mim e engoliram. Já fizeram sexo oral em mim e cuspiram. Já gozei dentro sem camisinha. Já gozei fora. Já gozei na cara dela.
Já quase transei com a namorada de um amigo meu. E até hoje todo mundo acha que eu transei. E até hoje ele não sabe de nada, e todo mundo acha que ele é corno.
Nunca botei no cu de ninguém. Também nunca ninguém botou nada no meu. Nunca transei com homem. Nunca transei com minha irmã. Nunca participei de uma suruba. Nunca transei no elevador. Nunca transei no cinema. Nunca engravidei ninguém.
Já comi uma virgem. Já namorei uma virgem que não queria dar. Já terminei o namoro por causa disso. Já namorei uma virgem que não queria dar, e mesmo assim continuei o namoro. Porque essa eu amava. E um dia ela se convenceu que eu a amava e transamos. E essa foi a mulher que eu mais amei na minha vida. Seu Vizinho3:05 PM
Estou em estado de Tristesa Essencial. A vida parece não ter sabor, chopp sem etanol, arco-íris sem cor, festa sem diversão, porre sem embriguês, sexo sem orgasmo, vida a dois sem sexo...
Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi
Le coeur du bonheur
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants-là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embraser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.
On a vu souvent rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est parait-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.
Ne me quitte pas
Je ne vais plus pleurer
Je ne vais plus parler
Je me cacherai là
A te regarder
Danser et sourire
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas.
I feel alone
I don´t know how
I don´t know why
I see
You flew for me
You cryed of me
You would die for me
I know I need you
I want you to
Be free of all the pain
You hold inside
You cannot hide
I know you tryed
To be who you coundn´t be
You tryed to see
Inside of me
And now
I´m leaving you
I don´t want to go
Away from you
Please try to underestand
Take my hand
Be free of all the pain
You hold inside
You cannot hide
I know you tryed to feel.. to feel.. Fura Bolo4:42 PM
Hoje tive um sonho estranho. Sonhei que estava casada, fazia 12 anos. E foi então, no 12º ano do meu casamento que estranhamento, olho o meu marido, e o vejo de fato. E então descubro que o amo tanto, mas tanto... Não era um amor poético, épico, angelical. Era um amor maduro, de duas pessoas que se conhecem ha tempos. E descobri então, este era o dia mais feliz da minha vida e sem taquicardias românticas. Como pode? E como eu o amava! E como ele me amava também! 12 anos juntos para descobrir um amor tão grande e tão simplório... É, só pode ter sido sonho... Mata Piolho4:25 PM
Quarta-feira, Novembro 06, 2002
Gêmeos - 01/11 a 08/11.
Período de muitas decepções e frustrações. Pessoas podem que se mostram do seu lado, podem se revelar falsas e te prejudicar. Decepções. Período ruim para o amor. Você poderá descobrir que a pessoa amada já é comprometida. Muito trabalho e perda de algumas oportunidades. Mata Piolho2:16 PM
Sexta-feira, Novembro 01, 2002
A mão aperta o corpo enquanto os dois se beijam. Corpos colados, puro tesão. Canto escuro na noite urbana. Calça apertada, a mão tenta entrar, mas não cabe. Os dedos abrem os botões para em seguida ocupar o espaço entre o algodão da calcinha e o brim do jeans. O dedo médio desce, sentindo e provocando tesão. Pressiona e um gemido se perde entre os sons da rua movimentada. É pouco. Os outros dedos ajudam. Juntos, encontram o elástico e agora estão entre a calcinha e sua dona. Sentem seu calor. Alucinados, querem o toque. Tudo é molhado, apertado, quente, escorregadio. Muitos panos. O dedo médio encontra e invade a buceta. Mais tesão. Apenas os dedos se movem. Sai um dedo, entra outro. Entram dois. Gemidos. O quadril ajuda em um movimento de ida e vinda. A mão parada, sem espaço, os dedos mexendo. Não se agüentam. Querem mais. Alguém passa ao lado, olha, ri e grita alguma coisa que não entendem. Luzes de um carro os iluminam por um instante. O ambiente é contra o coito ali. Brocham. Os dedos se recolhem, os botões se fecham, o cheiro se dissipa.
Era um dedo médio. Nem grosso, nem fino, nem longo, nem curto. Médio, entre os outros da mão direita. Tocava a mão esquerda do outro corpo quando levemente saiu escorregando pela penugem do braço em movimentos sinuosos e lentos. A ponta do dedo corria contra o sentido dos pêlos e os eriçava, para em seguida a unha os trazer de volta ao estado inicial. Assim o dedo navegou pelo antebraço, brincou com as dobras do cotovelo, subiu aos ombros e foi até o pescoço. Envolveu-se nos cabelos da nuca e desceu suavemente os altos e baixos da cordilheira das vértebras até os quadris. A pressão das carnes da bunda resiste contra ele. Volta por onde veio. Sobe as costas devagar. Cada poro por onde passa se arrepia, transformando-se em um pequeno monte. Aos poucos toda a pele das costas está com os pêlos eriçados. O dedo não tem pressa. Passeia sobre a pele. Atinge o pescoço, vai até a garganta, desce ao mamilo, que circunda antes de tocar, fazendo leve pressão em movimentos circulares. Em seguida escapa colo abaixo deslizando pelo abdômen em direção à virilha. Seu passeio marca a divisa entre a perna e os pêlos do sexo. Sobe e desce, sobe e desce, sobe e desce. As pernas se afastam, oferecendo mais espaço. O peito movimenta-se em ciclos mais curtos, a respiração fica mais breve. Os corpos ficam mais quentes, o ar ganha novos odores. O dedo mistura-se com os pêlos pubianos, formando pequenos caracóis. Desvencilha-se e encontra o clitóris. Desce por um lado, sobe pelo outro, desliza por cima. Aperta e cede, vai para um lado e para o outro. Sua ponta percorre várias vezes todo o clitóris, que intumesce aos poucos. Não há pressa. O tempo parou para esperar. Os pequenos lábios umedecem, as pernas se apertam e se afastam. O dedo desce e se lambuza no líquido que brota ali da mina. Pequenos tremores acontecem. O dedo volta ao clitóris, e à vagina. Ao clitóris e à vagina. Tudo fica molhado. Devagar, penetra. Brinca, entra e sai, pressiona e sente pressão Entra e sai, sobe, desce, invade, explora, suave ou firme. Inicia um ir e vir cada vez mais intenso, percebe a parede enrugar. Tremores, tremores cada vez mais fortes, até que fica totalmente envolvido por uma força pulsante e frenética. A tensão aumenta até a explosão. O dedo pára. Pressão, sem movimentos. Apenas o pulso, apertando, soltando, apertando, pulsando. O pulso e o dedo. Aos poucos, o pulso diminui. O dedo esboça um movimento, o pulso retorna. Silêncio. O dedo espera, quieto.
Não existem Velhos Tempos.
Os Tempos que foram nossos são mortos, Tempos Mortos.
Não tiveram tempo de envelhecer, nem chance.
No melhor da sua juventude, adoeceram, definharam.
Até seus derradeiros dias, agonizantes, uma parada cardíaca.
Meu coração parou.
Parou para você tudo o que me lembra é morte, é morto.
Sobrou apenas uma herança, alguns bons amigos...
E a lembrança do que se foi e não volta.
Coisas de morto...
Sinto agora o doce cheiro do cemitério onde te enterrei,
Tem um ar leve, feliz
Vim rezar por você.
Vou rezar para você não morrer de novo, para ninguém.
Para que seja feliz e seja mais, e seja.
Álcool, cigarro, maconha, cocaína, heroína, LSD, cola de sapateiro, éter, morfina, ecstasy, ópio. Não uso nada disso, mas sei bem o que é uma droga. Uma droga é isso que sinto por você. No início uma ilusão do controle, a certeza de que eu poderia parar quando quisesse, e isso não me faria mal, mas foi um grande engano... Sua abstinência me maltrata. Tenho alucinações, pesadelos horríveis... Vejo monstros me amarrando, me obrigando a ouvir esta música, já tão triste, agora carregada de sentimentos, lembranças e emoções tão particulares, tão distantes... Sinto o corpo doer, uma facada no peito. Preciso, preciso de mais uma dose!
O dia amanhece, a luz do sol traz uma certa calma, uma esperança alegre de que poderei te consumir novamente. Tenho que conseguir:
— Bom dia.
— Bom dia, babe! :)
— Tudo bem c/ vc?
— Tudo! E c/ vc?
— Tudo tb. Sonhei c/ vc hj.
(Sem resposta)
(Sem Resposta)
— Tá vivo?
(Sem resposta)
Abstinência. Sinto-me agora sozinha num quarto escuro, a música soa novamente, alta e clara em todos os versos. Agora quero muito ouvir, como se a música trouxesse um pouco de você. Uma lágrima escorre... Mais uma e outra, várias jorram dos meus olhos em pranto. Soluços, convulsões. Meu coração dispara, novamente doendo como uma facada, sinto meu sangue congelar. Preciso te consumir mais um pouco... Minhas mãos tremem.
Tento me conformar, entender... mas vício é vício, é uma necessidade. É como comer todos os dias, e agora você é uma substância a menos no meu sangue. Sinto que ele está coagulando. Coagulando saudades, lembranças, o vazio que ficou... Sei que vou ter um aneurisma, ou mesmo um infarto, mas não tenho tratamento para meus coágulos, a não ser uma outra dose, uma overdose.
Estou cansada, penso em desistir, mas a esperança de consumi-lo denovo é irresistível, quase sufocante. Tento dormir. Noite mal dormida, novos pesadelos, dores no corpo... É a minha abstinência. Amanhã será tudo igual, até eu estar desintoxicada ou voltar a consumir o meu vício.
Um homem
Não vale uma cerveja
Não vale um pensamento
Uma respiração
uma lágrima
uma conversa de bar
um escárnio
um deboche
Uma lembrança
um lugar na memória
o meu amor,
uma folha de papel
o que eu escrevo
um olhar
um piscar
um lampejo
um sorriso
um cuidado
uma insônia...
Aquele homem
Não vale o que bebo
Não vale o que penso
Não vale o ar que eu respiro
Não vale a minha tristeza
Não vale a minha boemia
Não vale a minha diversão
Não vale meu passado, meu presente
Não vale o que sinto agora aqui dentro, forte e quente
Não vale este poema
Não vale o que vejo (que cena...)
Nem o que não vejo
Não vale um momento
Não vale a minha felicidade
Não vale tudo o que eu fiz
Nem eu estar aqui até agora, cansada, tarde, bebada, louca, asfixiada, triste, perdida, rindo de mim mesma, passando a minha vida, sofrendo, escrevendo isto, presenciando o que não quero ver, percebendo o que eu não vi, agora, perdendo minha felicidade, depois de tanto esforço.