É engraçado como as coisas na vida se encaixam e tudo acontece com uma razão de ser.
Ontem estive lendo este blog, e li um post muitíssimo interessante sobre uma coisa que a autora chama de "sentimento Laura Palmer", aquela do Twin Peaks, lembram? É mais ou menos assim: "Eu convencionei chamar de "sentimento Laura Palmer" aquela sensação sufocante que não lhe permite conversar abertamente com ninguém. De sentir-se sozinha e insuportável." e que é confrontado com uma música intitulada Toxic Girl que, "fala sobre sentir-se intoxicada por si mesma. Sobre transmitir-se para milhares de pessoas diferentes ao longo dos dias, livrando-se assim de si mesma em pequenas prestações.". Achei essa teoria o máximo, absolutamente genial.
Bem, fechei o blog no fim do dia e fui pra faculdade e, qual não foi minha surpresa quando, naquele tradicional choppinho das quintas-feiras no Bar da Elvira, conversando com o pessoal descobrimos uma Laura Palmer concreta entre nós! Juntando cacos de várias situações e acontecimentos, percebemos que um colega nosso, cinéfilo inverterado, acredita de uma forma medonha estar em outra realidade. Quase como num BBB real e sem câmeras, ele cria intrigas, joga um contra outro, finge ser alguém que não é o tempo todo. Tem coflitos de personalidade e alia a isso sua homossexualidade que causam a ele conflitos familiares e de convivência.
E juntando tudo isto ainda a esta frase genial que li neste outro blog: " 'O homem é aquilo em que acredita' Anton Checkov, poeta russo." percebemos ainda que ele acredita ser mulher. E acredita ser mais esperto que todos. E acredita em tudo o que faz. E acredita que não somos capazes de entender o que ele faz para tentar nos manipular. E acredita que a vida é um filme. E acredita que é Scarlet Ohara, mas na verdade, na verdade, descobrimos que ele não passa de Laura Palmer.