Sexta-feira, Fevereiro 28, 2003

 
Pessoal! Estarei viajando hoje para Piúma no Espírito Santo para passar meu Carnaval. Espero sinceramente ter zero de acesso esses dias e que vocês só leiam esta mensagem quando eu já estiver de volta ao Rio, pois entendo que acessar a internet durante o carnaval é deprê demais até pra mim, hehehe, além de ser coisa de nerd.

Bem, queridos, caso alguém esteja lendo isso a tempo, divirtam-se muito! Não esqueçam de usar camisinha e se beberem POR FAVOR não dirijam!!

Até a volta!



Mata Piolho 1:33 PM



Sexta-feira, Fevereiro 21, 2003

 
Sinto um ódio muito grande de tudo! É um ódio que vem bem de dentro, contorcendo cada vaso sangüíneo que parece que eles vão explodir, verter veneno, entoxicar tudo o que há por perto. É corrosivo, asqueiroso, sufoca, cega, ensurdece... É forte, pulsa, dói em várias fisgadas pelo corpo todo... É grande, é imenso, é quase infinito e é quase mortal.
Mata Piolho 12:03 PM



Quarta-feira, Fevereiro 19, 2003

 
Morrer sozinha é o meu grande sonho. Sozinha, rodeada de papéis, escritos por mim em grande estilo, um grande histórico dos meus fracassos. Acho que ser sozinha é meu destino e com ele devo ficar feliz. Desejar encontrar o amor não é para mim. Coisas como tal não fazem parte da minha vida, e tabém não devem fazer parte dos meus anseios. Devo estar apenas preparada para as mentiras e as ilusões que cruzam meu caminho, sou alvo fácil para elas, como todos aqueles que desejam mudar seu fim. Mas não há jeito, o fim não muda e o desejo se torna apenas um castigo mais cruel para perdedores como eu.
Mata Piolho 12:00 PM



Sexta-feira, Fevereiro 14, 2003

 
Estou angustiada. Estou muito angustiada. Estou me contorcendo, me expremendo, me sugando.
Mata Piolho 12:07 PM

 
Achei isso a minha cara, hehehe

A Marvada Pinga

Eu tinha lá em casa dez garrafas de cachaça, da boa.
Mas minha mulher obrigou-me a jogá-las fora.
Peguei a primeira garrafa, bebi um copo e joguei o resto na pia.
Peguei a segunda garrafa, bebi outro copo e joguei o resto na pia.
Peguei a terceira garrafa bebi o resto e joguei o copo na pia.
Peguei a quarta garrafa, bebi na pia e joguei o resto no copo.
Pequei o quinto copo joguei a rolha na pia e bebi a garrafa.
Peguei a sexta pia, bebi a garrafa e joguei o copo no resto.
A sétima garrafa eu peguei no resto e bebi a pia.
Peguei no copo, bebi no resto e joguei a pia na oitava garrafa.
Joguei a nona pia no copo, peguei na garrafa e bebi o resto.
O décimo copo, eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia.


Mata Piolho 11:14 AM

 
Quando eu era pequena, morei numa cidade do interior de Minas chamada Bom Despacho. Tínhamos uma casa grande, com varanda na parte da frente e um quintal imenso na parte de trás, que tinha uma piscina de areia, com vários brinquedos jogados. A rua era de terra, mas haviam vários casarões na rua, e mais algumas crianças da nossa idade (eu tenho mais 2 irmãos) e todos brincávamos nas ruas juntos todos os dias. As meninas das casas vizinhas à minha principalmente iam todos os dias para a minha e passávamos a manhã brincando os 5.

Lá, tinhamos uma lavadeira, uma senhora muito fofa (não me veio utra palavra que a descrevesse melhor), a qual chamávamos Dona Neném. E eu ficava intrigada porque o nome dela era Neném, se ela já era beeeeem grande... Dona Neném algumas vezes levava para nós umas empadinhas que ela mesma fazia em casa, e eu me lembro até hoje do cheiro das empadas. Às vezes quando meus pais tinham que sair à noite, minha mãe nos deixava na casa da D. Neném, e apesar de não gostar muito de estar indo para aquele lugar estranho, com pessoas que eu não conhecia (a família dela), eu não reclamava, ficava quietinha esperando a hora de sair, poque eu sabia que quando eu chegasse lá, D. Neném nos recepcionaria com um belo prato de maravilhosas empadinhas!

Acho que por isso até hoje tenho adoração por empadinhas. Sempre que vejo uma empadinha tenho desejo de come-la, apesar de elas não terem nem de perto o gosto das que a D. Neném fazia, mas sempre tenho a ilusão de que elas serão iguais. É como se eu estivesse voltando à infância, voltando ao único tempo em que eu era feliz.

Mata Piolho 11:07 AM



Terça-feira, Fevereiro 11, 2003

 
Na vida às vezes é necessário fazermos escolhas. E escolhas são sempre difíceis, todo mundo sabe. Escolher remete ao risco de errar, e de cavar a própria condenação, criar sua própria tragédia, disso já sabiam bem os gregos antigos, sábios criadores da Tragédia, gênero literário que fala exatametne do perigo que temos nas mãos ao sermos donos de nossas vontades e escolhas, tratando exatamente dessa fragilidade humana. E é por isso mesmo que se chama tragédia. Por nossas escolhas podemos causar nossa própria tragédia, ou a tragédia das pessoas que mais amamos. Podemos perder as coisas que mais desejamos para sempre.

Tenho que fazer algumas escolhas. Preciso decidir e agora tudo fica muito perigoso. Não sei se escolho a coisa certa para mim, não sei se é certo pra mim e certo pra quem faz parte das minhas escolhas, o que também é muito (ou mais) importante. E aquela sensação de "melhor uma andorinha na mão que duas voando" dá um sentimento de conformismo tão ruim! Será que eu não posso ter as duas andorinhas? Será que duas andorinhas são demais para mim? Eu não tenho competência pra conquistar duas andorinhas? Será que a andorinha na minha mão é melhor que as duas andorinhas que estão voando?

Preciso de respostas, preciso delas rápido, tenho que escolher depressa, antes que fique sem andorinha nenhuma...
Mata Piolho 11:32 AM



Segunda-feira, Fevereiro 10, 2003

 
Estou com medo. Estou com muito medo. Estou morrendo de medo, apavorada! Estou com medo de fazer tudo errado, de escolher errado, de sofrer, de fazer as pessoas sofrerem. Estou com medo de estar errada, de não estar entendendo nada. E estou com medo de não poder consertar depois. Nossa que medo medonho!
Mata Piolho 3:39 PM



Sexta-feira, Fevereiro 07, 2003

 
É engraçado como as coisas na vida se encaixam e tudo acontece com uma razão de ser.

Ontem estive lendo este blog, e li um post muitíssimo interessante sobre uma coisa que a autora chama de "sentimento Laura Palmer", aquela do Twin Peaks, lembram? É mais ou menos assim: "Eu convencionei chamar de "sentimento Laura Palmer" aquela sensação sufocante que não lhe permite conversar abertamente com ninguém. De sentir-se sozinha e insuportável." e que é confrontado com uma música intitulada Toxic Girl que, "fala sobre sentir-se intoxicada por si mesma. Sobre transmitir-se para milhares de pessoas diferentes ao longo dos dias, livrando-se assim de si mesma em pequenas prestações.". Achei essa teoria o máximo, absolutamente genial.

Bem, fechei o blog no fim do dia e fui pra faculdade e, qual não foi minha surpresa quando, naquele tradicional choppinho das quintas-feiras no Bar da Elvira, conversando com o pessoal descobrimos uma Laura Palmer concreta entre nós! Juntando cacos de várias situações e acontecimentos, percebemos que um colega nosso, cinéfilo inverterado, acredita de uma forma medonha estar em outra realidade. Quase como num BBB real e sem câmeras, ele cria intrigas, joga um contra outro, finge ser alguém que não é o tempo todo. Tem coflitos de personalidade e alia a isso sua homossexualidade que causam a ele conflitos familiares e de convivência.

E juntando tudo isto ainda a esta frase genial que li neste outro blog: " 'O homem é aquilo em que acredita' Anton Checkov, poeta russo." percebemos ainda que ele acredita ser mulher. E acredita ser mais esperto que todos. E acredita em tudo o que faz. E acredita que não somos capazes de entender o que ele faz para tentar nos manipular. E acredita que a vida é um filme. E acredita que é Scarlet Ohara, mas na verdade, na verdade, descobrimos que ele não passa de Laura Palmer.

Mata Piolho 12:53 PM



Quinta-feira, Fevereiro 06, 2003

 
Meu tio costumava voar de asa delta. Bem, tecnicamente ele não é o meu tio, porque na verdade ele é só o marido da minha tia. Mas na verdade ela também não é minha tia, porque ela é irmã do meu pai que na verdade não é o meu pai.

Mas como eu ia dizendo, esse tio que não é tio mas que eu chamo de tio por falta de denominação melhor voava de asa delta. Eu sempre tive a maior vontade de fazer isso, mas toda vez que eu comentava que queria voar ele jogava um balde de água fria, dizendo que é muito perigoso, que ele tem vários amigos que quebraram ossos, fora os que ficaram paraplégicos. Ele mesmo parou de voar depois de uma aterrissagem mal sucedida em que ele quebrou a clavícula e alguns ossos do braço.

Mas ultimamente ele vinha me assustando menos quando eu manifestava meu desejo de voar. Ele não chegava a concordar, mas também evitava contar as histórias assustadoras de sempre, aquelas sobre fraturas expostas, queimaduras em fios de alta tensão e quedas fatais. Até que ontem, quando eu falei pela milésima vez que iria entrar num curso de vôo livre, ele me fez a proposta indecente: ele me apresentaria ao seu antigo instrutor.

Ferrou. Agora o bicho vai pegar. Não dá mais para voltar atrás. Vou ser obrigado a me amarrar numa armação de ferro de uns 30 quilos, com uns panos amarrados, me jogar de um precipício com ela e esperar que eu não caia. Simples assim.

Confesso que estou com um certo medo. Vai que dá merda e eu caio lá de cima da Pedra Bonita. Mas um pouco de medo é até bom, serve como sinal de alerta. Quem não tem medo de nada corre muitos riscos, ou pode acabar trabalhando no Jackass.
Seu Vizinho 12:17 PM

 
Sobre sonhos II


Tornando ao capítulo de sonhos, hoje tive alguns interessantes, mas o mais peculiar e interessante por isso mesmo foi um em que eu fugia da polícia. Cara, nunca achei que fugir da polícia fosse tão emocionante! No sonho, eu estava com mais alguns estudantes fazendo um protesto contra alguma coisa que não lembro bem o que era (sonhos têm dessas coisas de não lembrar os detalhes...), quando de repente chegou a polícia, quebrando o pau, batendo em todo mundo, prendendo e levando pra D.P. Me lembro que eu corria por uns matos, me escondia em umas ruinas de um antigo restaurante que havia sido destruído, e de vez em quando era necessário despistar algum "puliça" ou outro... Mas no final deu tudo certo, eles desistiram e foram embora.
Mata Piolho 11:13 AM



Quarta-feira, Fevereiro 05, 2003

 
Procura-se


Recebi há alguns dias este belo acróstico no meu e-mail do blog, mas infelizmente ele veio anônimo e, por mais que eu respondesse ao e-mail perguntando quem é o remetente da obra, não obtive resposta. Bem, sei que você lê este blog e sei que me conhece bem. Gostaria de dizer que gostei muito do poema, seja lá quem for você que mandou. Um grande beijo!

Se eu pudesse escolher,
Institivamente, uma paixão,
Minha mente surpreenderia o meu coração,
Olhando para você;
Não me dando outra opção, a não ser,
Eternamente, te querer

Canto à sua
Homenagem, desenho
Imagens do seu rosto
E, a cada dia,
Sonho convosco,
Sem esquecer do mundo
Esplêndido que vivo ao seu lado

Doce ilusão é tê-la por perto;
Entro em inércia, fico quieto

Seria pretensão minha; mas aguardo atento,
O dia em que verás este poema,
Ubérrimo em sentimento,
Zunindo de emoção; encontrando o
Acróstico de nossa união


Mata Piolho 4:19 PM



Terça-feira, Fevereiro 04, 2003

 
Sabe aqueles sonhos que você tem vergonha de lembrar de manhã com medo que alguém descubra que tal coisa se passou pela sua cabeça, mesmo que tenha sido involuntariamente? Pois é, hoje eu tive um deles, mas vou contar aqui, acho que para exorcisar esta sensação tosca que ele me causou, e talvez para compartilhar com os poucos corajosos que se disporem a contar seus sonhos toscos aqui, essas experiências.

A minha vergonha da noite foi ser a namorada do Júnior, da dupla Sandy & Junior. Andar de mãozinha dada, como naquele seriado ridículo que eles têm na TV e ouvir ele cantando aquelas musiquinhas chinfrins pra mim, com aquela cara de bunda que só ele sabe ter. AIMEUDEUS, QUE NOJO DE MIM!!!

Bem, acho que pra me compensar um pouco por isso, sonhei logo depois que eu fazia várias aquarelas, e pita-las dava uma sensação tão gostosa... Queria agora saber pintar aquarelas...
Mata Piolho 3:41 PM