Às vezes, republicar textos em um blog é um bom artifício de encher lingüiça, quando se está passando por uma fase de não criatividade como eu. Mas esse não é caso do motivo da republicação deste texto. A verdade é que ele hoje é ainda mais atual de que quando foi escrito, e por isso, merece ser republicado.
Tempos de Morte
Não existem Velhos Tempos.
Os Tempos que foram nossos são mortos, Tempos Mortos.
Não tiveram tempo de envelhecer, nem chance.
No melhor da sua juventude, adoeceram, definharam.
Até seus derradeiros dias, agonizantes, uma parada cardíaca.
Meu coração parou.
Parou para você tudo o que me lembra é morte, é morto.
Sobrou apenas uma herança, alguns bons amigos...
E a lembrança do que se foi e não volta.
Coisas de morto...
Sinto agora o doce cheiro do cemitério onde te enterrei,
Tem um ar leve, feliz
Vim rezar por você.
Vou rezar para você não morrer de novo, para ninguém.
Para que seja feliz e seja mais, e seja.